Por Entre Cafés e Museus

Bonjour à tous!

Hoje falarei sobre dois lugares essenciais a se visitar à exaustão nas passagens pela França, sobretudo por Paris e Lyon, lugares dos quais eu guardo enormes recordações: cafés e museus. Já é clichê associar a França com um bom café e cultura, mas não é a toa, muitos clichês são difíceis de serem quebrados porque correspondem à verdade. Nessa primeira parte, falarei sobre os museus.

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            Não sei dizer exatamente quantos museus já visitei, mas são mais do que se cabe nas mãos. Em Paris, há vários, mas aqui cito quatro extremamente importantes: o tão consagrado Musée du Louvre, o menos famoso Musée d’Orsay, e os quase desconhecidos pelos turistas Musée de l’Armée e Musée Grévin.

            O Louvre é gigantesco. Há uma lenda urbana que diz que, caso você queira admirar todas as obras, passando uma por uma, analisando, lendo a plaquinha abaixo, sejam obras de arte ou objetos históricos, chegando no horário de abertura e sendo o último a sair, demoraríamos mais de quarenta dias. É claro que, como turistas, não temos tempo nem dinheiro de nos propormos tal empresa, mas podemos selecionar algumas coisas interessantes. Destaque para a parte histórica, objetos etruscos, gregos e romanos. Nas obras de arte – seria difícil elaborar uma lista, ela seria injusta – destaque para a Monalisa (tão pequena de perto), a belíssima Vênus de Milo, e meu preferido, La Liberté Guidant le Peuple, de Eugène Delacroix. O bilhete inteiro custa 15 euros.

Todos falam do Louvre, mas quase ninguém fala sobre o Orsay, antiga estação de trem que virou museu, e serviu de inspiração para o nosso Museu da Língua Portuguesa, antiga Estação da Luz, em São Paulo. Lá estão obras pós-Louvre (que abriga obras produzidas até 1849), ou seja, o museu possui a maior coleção de impressionistas e expressionistas do mundo. Fiquei horas vendo “Monets e Van Goghs”. Pena que não se pode tirar foto, mas é um museu agradabilíssimo: mais simpático e transitável que o Louvre.

            O Musée Grévin leva o nome de seu fundador. É um museu de cera, um dos maiores do mundo. Há representações maravilhosas de várias personalidades como Napoléon Bonaparte, Louis XIV, Charles Aznavour, Elton John, Elvis Presley, Madre Tereza, Michael Jackson, entre outros. Destaque para as seções Revolução Francesa e História do Século XX, são interessantíssimas.

            Para terminar, o Musée de l’Armée é o que o nome diz, o museu do exército. Ele conta a história de várias guerras nas quais a França participou, as duas guerras mundiais, as guerras napoleônicas e as guerras de independência das colônias. Destaque para os áudio e vídeos sobre a Segunda Guerra Mundial e para o túmulo de Napoleão Bonaparte. Os últimos três museus variam de preço, ficando entre oito e quinze euros. Atenção, mesmo se forem estudantes e possuírem uma carteirinha internacional, na França, se você tiver mais de 25 anos você é obrigado a pagar ingresso integral.

             O que pode nos consolar, visto que eu já passei dessa idade e mesmo estudante de mestrado na época não consegui pagar meia entrada, é que dentro dos museus sempre há um belo café e um clima aconchegante.

            Visitez la France!

Au revoir!

Documentário sobre o Museu do Louvre

Algumas obras presentes no Museu do Orsay

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